Fiquei com o seu número

FiqueiComSeuNumero

Eu escolhi comprar esse livro pra ler este mês depois que eu vi o nome da autora: Sophie Kinsella, a mesma de Delírios de consumo de Becky Bloom, que é um filme que adoro e com o qual me identifico bastante. Fiquei com seu número é contado e protagonizado pela Poppy, eu ainda tô na dúvida se gosto ou não dela. Poppy é noiva de Magnus, o homem perfeito. O casamento é em menos de um mês e tudo vai muito bem na vida da noiva, até que ela perde o anel de noivado em um hotel. Aí, como tudo que está ruim sempre pode piorar, logo depois Poppy tem seu celular roubado. Poppy só não entra em desespero total porque, olha que sorte, encontra um celular abandonado em uma lixeira. Agora ela tem um número de contato para deixar com os funcionários do hotel e pode ser localizada caso o anel seja encontrado! Só que o dono do celular, Sam Roxton, não demora a aparecer e aí pra saber o resto tem que ler o livro

Quando eu terminei o livro, fiquei com aquela sensação de ver um filme legal de comédia romântica. Nada de muito surpreendente na história, mesmo assim uma boa opção de entretenimento. Eu não consegui sentir muita força no romance do casal protagonista. Gostei das notas de rodapé, da ideia das trocas de mensagens, quem nunca ficou na expectativa pra escutar o celular vibrando avisando que tem uma SMS nova? Eu me identifiquei demais com o lado sonhador e com a impulsividade da Poppy. Mas de vez em quando ela exagera na dose e dá uma certa raivinha ou até aquela vergonha alheia, sabe? Os personagens são legaizinhos e tal, mas não me conquistaram. Essa foi a minha impressão do livro. Não é um dos meus favoritos, mas é parte da minha biblioteca! (:

Dirty Girl

Estações frias combinam com: edredom, chocolate quente, buffet de sopas, banho quente, bons livros de mistério (lidos embaixo do cobertor) e maratonas de filmes em casa. Pensando nesse último item, vou dar algumas dicas de filmes por aqui. Aqueles que já estrearam há algum tempo e que eu acho que vale a pena recomendar.

Começando com Dirty Girl, que foi uma daquelas surpresas boas que de vez em quando a gente tem na vida. Eu não dava nada por esse filme, nem pela capa, nem pela sinopse. Fui assistir esperando um filme bobinho e acabei totalmente encantada por ele. Eu amei o clima da história. Adorei a personalidade da Danielle e a amizade que ela constrói com o Clarke. É o tipo de filme que eu gosto de ter por perto, pra rever sempre que der vontade!

Sinopse: Em 1987, Danielle é uma adolescente rebelde que, por causa do seu comportamento, vai parar em uma turma de recuperação. Já Clarke tem quase certeza que é gay, para terror de seu pai, que pretende enviá-lo para uma escola militar. Unidos pelas circunstâncias, e por um trabalho escolar, os dois partem em uma road trip. Destino: Califórnia, lugar em que Danielle espera encontrar seu pai. Nobody likes a dirty girl?

5 motivos para amar esse filme:

♥ Ah, os anos 80!

♥ A cena em que a Danielle canta Don’t cry out loud me fez chorar muito. Vai ter quem diga que é clichê, mas eu adorei!

♥ O saco de farinha e suas alterações de humor.

♥ Juno Temple.

♥ Jeremy Dozier.

Chamada de emergência

Eu vi Chamada de emergência bem por acaso, sem saber nada da história. Fui sozinha e o cinema tava vazio, o que foi bem legal, porque eu (juro) fiquei falando com os personagens  o filme inteiro! Então, eu diria que esse é um daqueles filmes que te colocam em cena, junto com os protagonistas. Eu sempre preferi suspense do tipo: adivinha quem matou a vítima?! Mas, Chamada de emergência, que faz mais a linha thriller psicológico, eu adorei! Só depois de assistir ao filme, eu vi o trailer. Sinceramente, metade da graça do filme teria sido perdida se eu tivesse visto antes! Resumindo, eu recomendo muito esse filme pra quem gosta do gênero e, muito importante, aconselho que não assistam ao trailer-spoiler, pra não estragar o suspense do filme.

Sinopse: Jordan (Halle Berry) é uma operadora do sistema de chamada de emergência, que precisa ser realocada depois de uma experiência que a deixa traumatizada. Algum tempo depois, ela se vê novamente atendendo a uma chamada em que tem que ajudar uma adolescente em perigo, Casey (Abigail Breslin).


Lembra dela? Abigail Breslin é a Pequena miss sunshine. Chamada de emergência é mais um suspense da Halle Berry que eu gosto. Os outros são: Na Companhia do medo A estranha perfeita.

Aquisição do mês: Garota exemplar

Se tem um lugar onde eu me sinto muito bem é em uma livraria. Entre prateleiras de livros, com todos aqueles títulos que guardam tantas novas histórias. Quando eu entro em uma livraria é quase como entrar em um buraco negro, se me deixarem eu fico lá por horas lendo sinopses de livros, imersa na difícil missão de escolher um só título. Eu tento comprar um por vez, porque assim é garantia de que eu vou encontrar tempo pra ler aquele e só depois comprar outro. A aquisição pra minha, ainda pequena, biblioteca deste mês foi o livro Garota exemplar. Eu fiquei sabendo desse livro pelo twitter da Intrínseca. Me interessei pelo nome, procurei a sinopse e gostei do que li. Gosto muito de suspense, sou leitora de Agatha Christie desde sempre, então comprei o livro.

O casamento mata (?)

GarotaExemplar

Este é um livro, também, sobre casamento e sobre como a gente pode conviver com alguém por anos e nunca realmente conhecer essa pessoa. Amy é filha de dois psicólogos-escritores que ganharam muito dinheiro nas décadas de 80 e 90 com uma série de livros infantis conhecida como Amy exemplar. Ela é casada com Nick e tudo parece ir muito bem até o aniversário de cinco anos de casamento deles. Nesse dia, Amy desaparece deixando como pistas um ferro ligado e vários móveis revirados pela sala. Logo começam buscas, vigílias,  grupos voluntários e plantões telefônicos à espera de uma pista que leve ao paradeiro de Amy. Não demora muito para que as suspeitas caiam sobre Nick, o marido, o principal suspeito e provável culpado em casos assim. A mídia, o público, a policia e até mesmo os vizinhos condenam Nick, antes mesmo que se saiba o que de fato aconteceu com Amy. A história toda é contada sob dois pontos de vista. De um lado, Nick: enigmático, frio e claramente escondendo alguma coisa. Do outro lado, o início da história dos dois contada por Amy, através das anotações deixadas em seu diário, sempre doce, prestativa e alegre.

Pra mim, o livro começa a ficar bom mesmo na segunda parte. Depois de uma reviravolta na história, que faz com que tudo finalmente faça sentido. O que me prendeu na história não foi a parte sobre Amy desaparecida: quem terá feito isso a ela? O que me prendeu foi o duelo entre os dois grandes protagonistas do livro: quem vai levar a melhor?

Eu teria dado um final diferente pra esse livro, mas acho que a história toda levou ao desfecho que a autora escolheu. Ou seja, não gostei, mas achei bem coerente. Um dos personagens se deixa ser manipulado durante todo o livro, é claramente mais fraco e dependente. Enquanto o outro é mais forte, mais disciplinado e calculista. Teria o final justo ou o final coerente, Gillian Flynn optou pelo final coerente.

Mama

Mama é um filme sobre duas crianças que perdem os pais e ficam perdidas por cinco anos. Depois de encontradas, vão morar com o tio, Lucas, e a namorada dele, Annabel. Como as duas meninas sobreviveram sozinhas todo esse tempo permanece um mistério, mas as duas falam de uma presença a quem chamam de Mama. Mama é o espírito perturbado da vez, que não pretende deixar a família em paz tão cedo. Sinceramente, é a mesma história que a gente (fãs de terror) já viu milhares vezes, interpretada por outros atores. Eu gosto desse tipo de filme, então recomendo. As atuações estão ótimas, o clima de suspense permanece durante todo o filme e o final é até meio piegas, mas eu gostei. Ontem eu vi que Mama é um dos filmes trollados em Todo mundo em pânico 5, outra estreia de 2013 que estou ansiosa pra ver.


Mama foi inspirado no curta-metragem Mamá, que achei no Youtube, com apresentação do Guillermo Del Toro (produtor nesse filme, diretor de O labirinto do Fauno):

O clima do filme é esse mesmo, inclusive tem uma cena bem parecida! 😉

Hitchcock

Suspense sempre foi meu gênero preferido, tanto na literatura quanto no cinema. Logo, Alfred Hitchcock é um dos meus diretores referência. Memória de vida: uma semana depois de assistir Pássaros eu conheci a Penny Lane, minha calopsita, e morria de medo dela: efeito Hitchcock! Voltando ao presente: Há umas duas semanas eu assisti à cinebiografia do diretor, que acompanha o relacionamento de Hitchcock com sua esposa Alma, durante as filmagens de Psicose. Eu, que amo cinema, gosto muito de filmes assim, que mostram os bastidores de grandes produções. As gravações de Psicose são parte importante do enredo, mas o grande protagonista deste filme é mesmo o relacionamento entre Alma e o mestre do suspense, MUITO bem interpretado pelo Anthony Hopkins. Alma é apresentada como grande parceira de vida de Hitchcock, parte importante em seu trabalho e de suas produções. Mas a melhor parte mesmo, pra mim, foi me sentir mais próxima de uma das obras mais famosas de Hitchcock e ter conhecido mais sobre o clássico. Eu não sabia, por exemplo, que o filme foi inspirado em um livro baseado na história de um assassino real: o mesmo que inspirou o serial killer de O massacre da serra elétrica, Hannibal Lecter e, mais recentemente, Bloody Face, o psicopata da segunda temporada de American Horror Story.

Hitchcock tem uma visão da personalidade do “Mestre do suspense”.
Hitchcock não tem suspense.
Recomendado pra quem gosta de saber mais sobre a história do cinema, ou de biografias em geral.

Dica!

Outro dia eu descobri uma coisa, que talvez o mundo todo já saiba: as pipocas doces da Yoki. Eu já sei que não é nenhuma novidade, mas pra mim foi a descoberta do ano! (: Eu adoro pipoca doce, mas não tenho muitas habilidades na cozinha. Faço pipoca no micro-ondas e depois coloco uma cobertura de chocolate quente por cima (uma das minhas especialidades, aliás ;)). As pipocas doces da Yoki simplificaram minha vida, nos dias de preguiça pressa. Gostei!

Oz: mágico e poderoso

Semana passada eu fui ver Oz: mágico e poderoso, o novo filme do Sam Raimi (diretor de Arraste-me para o inferno). Sempre adorei a história da Dorothy, quando eu era criança assistia a um desenho em que os famosos sapatinhos vermelhos tinham o poder de levá-la a Oz: tudo o que ela precisava fazer era ficar na pontinha dos pés, encostar um sapato no outro e pronto! Até hoje eu gosto de sapatos vermelhos. Acho que meu inconsciente anda à procura de um par de sapatinhos mágicos! (:

Voltando ao filme, a versão do Sam Raimi não traz nem Dorothy, nem homem de lata. Tudo começa no Kansas, quando Oscar é um mágico em um circo itinerante que, perseguido por um colega furioso, foge em um balão, é pego por um tornado e vai parar em.. Oz! Lá, ele conhece a bela Theodora e sua irmã Evanora, duas bruxas que o convencem a matar a malvada bruxa Glinda. Quem conhece a clássica história já percebeu o erro dessa frase! Eu gostei do filme, mas não achei nada de especial na história. Meio óbvia demais, com personagens que não convencem muito. Mas os efeitos em 3D são bem legais!!

Oz: mágico e poderoso tem efeitos 3D legais, cenários bem coloridos e várias referências ao Mágico de Oz original.
Oz: mágico e poderoso não tem uma boa história pra contar.
Recomendado pra quem gosta dessa onda de filmes inspirados em antigos contos infantis.