Dirty Girl

Estações frias combinam com: edredom, chocolate quente, buffet de sopas, banho quente, bons livros de mistério (lidos embaixo do cobertor) e maratonas de filmes em casa. Pensando nesse último item, vou dar algumas dicas de filmes por aqui. Aqueles que já estrearam há algum tempo e que eu acho que vale a pena recomendar.

Começando com Dirty Girl, que foi uma daquelas surpresas boas que de vez em quando a gente tem na vida. Eu não dava nada por esse filme, nem pela capa, nem pela sinopse. Fui assistir esperando um filme bobinho e acabei totalmente encantada por ele. Eu amei o clima da história. Adorei a personalidade da Danielle e a amizade que ela constrói com o Clarke. É o tipo de filme que eu gosto de ter por perto, pra rever sempre que der vontade!

Sinopse: Em 1987, Danielle é uma adolescente rebelde que, por causa do seu comportamento, vai parar em uma turma de recuperação. Já Clarke tem quase certeza que é gay, para terror de seu pai, que pretende enviá-lo para uma escola militar. Unidos pelas circunstâncias, e por um trabalho escolar, os dois partem em uma road trip. Destino: Califórnia, lugar em que Danielle espera encontrar seu pai. Nobody likes a dirty girl?

5 motivos para amar esse filme:

♥ Ah, os anos 80!

♥ A cena em que a Danielle canta Don’t cry out loud me fez chorar muito. Vai ter quem diga que é clichê, mas eu adorei!

♥ O saco de farinha e suas alterações de humor.

♥ Juno Temple.

♥ Jeremy Dozier.

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Chamada de emergência

Eu vi Chamada de emergência bem por acaso, sem saber nada da história. Fui sozinha e o cinema tava vazio, o que foi bem legal, porque eu (juro) fiquei falando com os personagens  o filme inteiro! Então, eu diria que esse é um daqueles filmes que te colocam em cena, junto com os protagonistas. Eu sempre preferi suspense do tipo: adivinha quem matou a vítima?! Mas, Chamada de emergência, que faz mais a linha thriller psicológico, eu adorei! Só depois de assistir ao filme, eu vi o trailer. Sinceramente, metade da graça do filme teria sido perdida se eu tivesse visto antes! Resumindo, eu recomendo muito esse filme pra quem gosta do gênero e, muito importante, aconselho que não assistam ao trailer-spoiler, pra não estragar o suspense do filme.

Sinopse: Jordan (Halle Berry) é uma operadora do sistema de chamada de emergência, que precisa ser realocada depois de uma experiência que a deixa traumatizada. Algum tempo depois, ela se vê novamente atendendo a uma chamada em que tem que ajudar uma adolescente em perigo, Casey (Abigail Breslin).


Lembra dela? Abigail Breslin é a Pequena miss sunshine. Chamada de emergência é mais um suspense da Halle Berry que eu gosto. Os outros são: Na Companhia do medo A estranha perfeita.

Mama

Mama é um filme sobre duas crianças que perdem os pais e ficam perdidas por cinco anos. Depois de encontradas, vão morar com o tio, Lucas, e a namorada dele, Annabel. Como as duas meninas sobreviveram sozinhas todo esse tempo permanece um mistério, mas as duas falam de uma presença a quem chamam de Mama. Mama é o espírito perturbado da vez, que não pretende deixar a família em paz tão cedo. Sinceramente, é a mesma história que a gente (fãs de terror) já viu milhares vezes, interpretada por outros atores. Eu gosto desse tipo de filme, então recomendo. As atuações estão ótimas, o clima de suspense permanece durante todo o filme e o final é até meio piegas, mas eu gostei. Ontem eu vi que Mama é um dos filmes trollados em Todo mundo em pânico 5, outra estreia de 2013 que estou ansiosa pra ver.


Mama foi inspirado no curta-metragem Mamá, que achei no Youtube, com apresentação do Guillermo Del Toro (produtor nesse filme, diretor de O labirinto do Fauno):

O clima do filme é esse mesmo, inclusive tem uma cena bem parecida! 😉

Hitchcock

Suspense sempre foi meu gênero preferido, tanto na literatura quanto no cinema. Logo, Alfred Hitchcock é um dos meus diretores referência. Memória de vida: uma semana depois de assistir Pássaros eu conheci a Penny Lane, minha calopsita, e morria de medo dela: efeito Hitchcock! Voltando ao presente: Há umas duas semanas eu assisti à cinebiografia do diretor, que acompanha o relacionamento de Hitchcock com sua esposa Alma, durante as filmagens de Psicose. Eu, que amo cinema, gosto muito de filmes assim, que mostram os bastidores de grandes produções. As gravações de Psicose são parte importante do enredo, mas o grande protagonista deste filme é mesmo o relacionamento entre Alma e o mestre do suspense, MUITO bem interpretado pelo Anthony Hopkins. Alma é apresentada como grande parceira de vida de Hitchcock, parte importante em seu trabalho e de suas produções. Mas a melhor parte mesmo, pra mim, foi me sentir mais próxima de uma das obras mais famosas de Hitchcock e ter conhecido mais sobre o clássico. Eu não sabia, por exemplo, que o filme foi inspirado em um livro baseado na história de um assassino real: o mesmo que inspirou o serial killer de O massacre da serra elétrica, Hannibal Lecter e, mais recentemente, Bloody Face, o psicopata da segunda temporada de American Horror Story.

Hitchcock tem uma visão da personalidade do “Mestre do suspense”.
Hitchcock não tem suspense.
Recomendado pra quem gosta de saber mais sobre a história do cinema, ou de biografias em geral.

Dica!

Outro dia eu descobri uma coisa, que talvez o mundo todo já saiba: as pipocas doces da Yoki. Eu já sei que não é nenhuma novidade, mas pra mim foi a descoberta do ano! (: Eu adoro pipoca doce, mas não tenho muitas habilidades na cozinha. Faço pipoca no micro-ondas e depois coloco uma cobertura de chocolate quente por cima (uma das minhas especialidades, aliás ;)). As pipocas doces da Yoki simplificaram minha vida, nos dias de preguiça pressa. Gostei!

Oz: mágico e poderoso

Semana passada eu fui ver Oz: mágico e poderoso, o novo filme do Sam Raimi (diretor de Arraste-me para o inferno). Sempre adorei a história da Dorothy, quando eu era criança assistia a um desenho em que os famosos sapatinhos vermelhos tinham o poder de levá-la a Oz: tudo o que ela precisava fazer era ficar na pontinha dos pés, encostar um sapato no outro e pronto! Até hoje eu gosto de sapatos vermelhos. Acho que meu inconsciente anda à procura de um par de sapatinhos mágicos! (:

Voltando ao filme, a versão do Sam Raimi não traz nem Dorothy, nem homem de lata. Tudo começa no Kansas, quando Oscar é um mágico em um circo itinerante que, perseguido por um colega furioso, foge em um balão, é pego por um tornado e vai parar em.. Oz! Lá, ele conhece a bela Theodora e sua irmã Evanora, duas bruxas que o convencem a matar a malvada bruxa Glinda. Quem conhece a clássica história já percebeu o erro dessa frase! Eu gostei do filme, mas não achei nada de especial na história. Meio óbvia demais, com personagens que não convencem muito. Mas os efeitos em 3D são bem legais!!

Oz: mágico e poderoso tem efeitos 3D legais, cenários bem coloridos e várias referências ao Mágico de Oz original.
Oz: mágico e poderoso não tem uma boa história pra contar.
Recomendado pra quem gosta dessa onda de filmes inspirados em antigos contos infantis.

Django Livre

Quem me conhece um pouquinho sabe o quanto eu sou fã do Tarantino, desde que vi Kill Bill. Gosto da quebra de realidade que ele dá aos filmes dele, do colorido, do exagero. Mesmo com histórias bem distintas, todos os filmes têm aquela marca inconfundível do diretor.
Django Livre não é diferente. Conta a história de um caçador de recompensas (personagem do Christoph Waltz, aquele que ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante) e de seu novo parceiro de aventuras, Django. Depois de uma temporada capturando homens procurados pela justiça, os dois partem em busca da esposa de Django, Broomhilda. É aí que o Leo DiCaprio entra em cena, como Calvin Candie, o temível dono de Candyland. Tudo isso em meio a muito sangue, cenários de bang-bang e exagerada trilha sonora.

Django Livre tem uma história legal, ÓTIMAS atuações, cenários bonitos e aquelas cenas bem sangrentas, próprias do diretor do filme.
Django livre não tem uma história rápida e curta. São 2h45 de filme.
Recomendado pra quem gosta do estilo Quentin Tarantino de dirigir.
Referências: Bastardos inglórios e Kill Bill.