Fiquei com o seu número

FiqueiComSeuNumero

Eu escolhi comprar esse livro pra ler este mês depois que eu vi o nome da autora: Sophie Kinsella, a mesma de Delírios de consumo de Becky Bloom, que é um filme que adoro e com o qual me identifico bastante. Fiquei com seu número é contado e protagonizado pela Poppy, eu ainda tô na dúvida se gosto ou não dela. Poppy é noiva de Magnus, o homem perfeito. O casamento é em menos de um mês e tudo vai muito bem na vida da noiva, até que ela perde o anel de noivado em um hotel. Aí, como tudo que está ruim sempre pode piorar, logo depois Poppy tem seu celular roubado. Poppy só não entra em desespero total porque, olha que sorte, encontra um celular abandonado em uma lixeira. Agora ela tem um número de contato para deixar com os funcionários do hotel e pode ser localizada caso o anel seja encontrado! Só que o dono do celular, Sam Roxton, não demora a aparecer e aí pra saber o resto tem que ler o livro

Quando eu terminei o livro, fiquei com aquela sensação de ver um filme legal de comédia romântica. Nada de muito surpreendente na história, mesmo assim uma boa opção de entretenimento. Eu não consegui sentir muita força no romance do casal protagonista. Gostei das notas de rodapé, da ideia das trocas de mensagens, quem nunca ficou na expectativa pra escutar o celular vibrando avisando que tem uma SMS nova? Eu me identifiquei demais com o lado sonhador e com a impulsividade da Poppy. Mas de vez em quando ela exagera na dose e dá uma certa raivinha ou até aquela vergonha alheia, sabe? Os personagens são legaizinhos e tal, mas não me conquistaram. Essa foi a minha impressão do livro. Não é um dos meus favoritos, mas é parte da minha biblioteca! (:

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Aquisição do mês: Garota exemplar

Se tem um lugar onde eu me sinto muito bem é em uma livraria. Entre prateleiras de livros, com todos aqueles títulos que guardam tantas novas histórias. Quando eu entro em uma livraria é quase como entrar em um buraco negro, se me deixarem eu fico lá por horas lendo sinopses de livros, imersa na difícil missão de escolher um só título. Eu tento comprar um por vez, porque assim é garantia de que eu vou encontrar tempo pra ler aquele e só depois comprar outro. A aquisição pra minha, ainda pequena, biblioteca deste mês foi o livro Garota exemplar. Eu fiquei sabendo desse livro pelo twitter da Intrínseca. Me interessei pelo nome, procurei a sinopse e gostei do que li. Gosto muito de suspense, sou leitora de Agatha Christie desde sempre, então comprei o livro.

O casamento mata (?)

GarotaExemplar

Este é um livro, também, sobre casamento e sobre como a gente pode conviver com alguém por anos e nunca realmente conhecer essa pessoa. Amy é filha de dois psicólogos-escritores que ganharam muito dinheiro nas décadas de 80 e 90 com uma série de livros infantis conhecida como Amy exemplar. Ela é casada com Nick e tudo parece ir muito bem até o aniversário de cinco anos de casamento deles. Nesse dia, Amy desaparece deixando como pistas um ferro ligado e vários móveis revirados pela sala. Logo começam buscas, vigílias,  grupos voluntários e plantões telefônicos à espera de uma pista que leve ao paradeiro de Amy. Não demora muito para que as suspeitas caiam sobre Nick, o marido, o principal suspeito e provável culpado em casos assim. A mídia, o público, a policia e até mesmo os vizinhos condenam Nick, antes mesmo que se saiba o que de fato aconteceu com Amy. A história toda é contada sob dois pontos de vista. De um lado, Nick: enigmático, frio e claramente escondendo alguma coisa. Do outro lado, o início da história dos dois contada por Amy, através das anotações deixadas em seu diário, sempre doce, prestativa e alegre.

Pra mim, o livro começa a ficar bom mesmo na segunda parte. Depois de uma reviravolta na história, que faz com que tudo finalmente faça sentido. O que me prendeu na história não foi a parte sobre Amy desaparecida: quem terá feito isso a ela? O que me prendeu foi o duelo entre os dois grandes protagonistas do livro: quem vai levar a melhor?

Eu teria dado um final diferente pra esse livro, mas acho que a história toda levou ao desfecho que a autora escolheu. Ou seja, não gostei, mas achei bem coerente. Um dos personagens se deixa ser manipulado durante todo o livro, é claramente mais fraco e dependente. Enquanto o outro é mais forte, mais disciplinado e calculista. Teria o final justo ou o final coerente, Gillian Flynn optou pelo final coerente.

A menina que roubava livros

A menina que roubava livros_capa

Sabe aquele tipo de livro que te envolve tanto que, quando termina, te deixa com saudade dos personagens, dos cenários e da história? A menina que roubava livros fez exatamente isso comigo.
A história é narrada pela Morte que, muito atarefada em tempos de guerra e de nazismo, encontra tempo para observar a vida de  Liesel, a roubadora de livros.
Liesel tem oito anos quando encontra a morte pela primeira vez. É quando a menina se separa da mãe e se despede do irmão. Conhece seus pais adotivos, Rosa e Hans: personagens de temperamento tão opostos, mas igualmente generosos. Assim, começa a história de Liesel pela rua Himmel, lugar onde a história se desenrola e termina. Lá, ela conhece seu melhor amigo de aventuras, Rudy. Conhece também o nazismo, ao tornar-se amiga de Max, o “judeu no porão”. É na rua Himmel que Liesel cresce, cria laços, faz amizades e se torna a menina que roubava livros. O primeiro deles, O manual do coveiro. Esquecido por um jovem coveiro e roubado por Liesel, ainda no começo da história. De tanto ser lido, quase decorado.
São quatro anos de roubos de livros, quatro anos de histórias. Todas contadas pela morte, que encontra Liesel mais duas vezes antes do fim do livro. 

Não vou contar o final, porque que graça teria? Só vou dizer que chorei um rio de lágrimas… e que gostei. Foi o desfecho perfeito pra história realista e bonita de Liesel e daquela rua de Molching.

“Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras. Mas, acredite, as palavras estavam a caminho e, quando chegassem, Liesel as seguraria nas mãos feito nuvens, e as torceria feito chuva.” Markus Zusak